Bruxo Vamberto, ha 25 anos como o Bruxo da Páraiba certificado pela Federação dos Cultos de Umbanda da Paraiba e por Silvio Flâmeo. Com conhecimentos e vasta experiencia em Magia Negra, Candomblé, Umbanda, A Magia dos Vudus (Ensinamentos dos Sobas), atuando também com Tarós, Baralhos Ciganos e Jogos de Buzios. O Bruxo atende na Cidade de Bayeux na Grande João Pessoa, Paraíba. com os telefones para agendamento de consultas e Trabalhos espirituais: OI (83) 8865.4349 e TIM (83) 9902.2175
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terça-feira, 27 de novembro de 2012
Para
o povo yorubá, Iroko é uma de suas quatro árvores sagradas normalmente
cultuadas em todas as regiões que ainda praticam a religião dos orixás.
No entanto,
originalmente, Iroko não é considerado um orixá que possa ser "feito" na cabeça de ninguém.
Para os yorubás, a árvore Iroko é a morada de espíritos infantis
conhecidos ritualmente como "abiku" e tais espíritos são liderados por
Oluwere. Quando as crianças se vêem perseguidas por sonhos ou qualquer
tipo de assombração, é normal que se faça oferendas a Oluwere aos pés de
Iroko, para afastar o perigo de que os espíritos abiku levem embora as
crianças da aldeia. Durante sete dias e sete noites o ritual é repetido,
até que o perigo de mortes infantis seja afastado. O culto a Iroko é
um dos mais populares na terra yorubá e as relações com esta divindade
quase sempre se baseiam na troca: um pedido feito, quando atendido,
sempre deve ser pago pois não se deve correr o risco de desagradar
Iroko, pois ele costuma perseguir aqueles que lhe devem. Iroko está
ligado à longevidade, à durabilidade das coisas e ao passar do tempo
pois é árvore que pode viver por mais de 200 anos.
segunda-feira, 29 de outubro de 2012
O
acaça representa e substitui um sacrifício humano, onde a folha
representa o corpo e a massa branca o espirito. No momento em que
desembrulhamos o acaça, estamos, simbolicamente procedendo a uma
sacrifício humano perante as energias. Daí não se deve oferecer as
divindades acaçás fechados! E seu formato em pirâmide? Modernidades IN
Brasil...Invenção com o objetivo de usar o formato para se canalizar
mais energia e centralizar como as pirâmides do Egito... mas enquanto na
verdade o acaça seria enrolado como uma espécie de "pamonha" Conhecido
popularmente como almofadinha... Aberto a acréscimos de conhecimentos e
troca de "figurinhas sobre..."
Como Èsù tornou-se Rei de Ijelu
Èsù consultou Ifá, a fim de saber como obter uma fortuna. Ifá disse que
Èsù deveria ofertar um sacrifício e depois viajar até uma cidade
chamada Ijelu. Quando Èsù chegou em Ijelu, ele hospedou-se na casa de um
morador, contrariando os costumes local, o que prevê que um visitante
deve hospedar-se na palácio do rei. Já na madrugada, enquanto todos dormiam, Èsù ateou
fogo nas palhas que serviam de telhado na casa que estava abrigado.
Feito isso, Èsù gritava por socorro, gerando um grande alarde na cidade.
Èsù gritava, ainda, que o fogo havia consumido uma enorme fortuna, que
trouxera embrulhada em seus pertences, que como muitos testemunharam,
foram confiados ao dono da casa. Na verdade, ao chegar em Ijelu, Èsù
entregou ao seu hospedeiro um grande fardo, dentro do qual, segundo
declaração sua, havia um grande tesouro, fato este, que foi testemunhado
por muitas pessoas do local. Rapidamente, a notícia chegou aos
ouvidos do Rei que, segundo a lei do país, deveria indenizar à vítima
de todo o prejuízo. Ao tomar conhecimento do grande valor da indenização
e, ciente de não possuir meios para saldá-la, o Rei encontrou, como
única solução, entregar seu trono e sua coroa a Èsù, com a condição de
poder continuar, com toda sua família, residindo no palácio. Diante da proposta, Èsù aceitou imediatamente, passando a ser deste então o Rei de Ijelu Que o nosso Pai, Òsùmàrè Aràká, cubra todos de bênçãos!
Okutá - O verdadeiro Òrìsá
O okutá é uma pedra sacralizada ao Òrìsá, sendo sua própria
representação e sobre a qual são oferecidos os sacrifícios
propiciatórios a ele endereçados. O assentamento ou igbá do Òrìsá
recém feito é depositado no quarto de seu correspondente na casa,
simbolizando o reagrupamento do que um dia, por qualquer motivo, tenha
sido dispersado.
No Brasil é costume
manter-se o igbá do Òrìsá do iniciado junto ao do "Santo da Casa"
durante sete anos, tempo exigido para que o iniciado, após fazer as
"obrigações" de praxe, receba um grau hierárquico mais alto, quando
poderá, se assim quiser, levar seu Òrìsá para sua casa ou, se tiver
cargo para tal, abrir seu próprio Candomblé, o que por certo implica num
complexo procedimento ritualístico que não pode nem deve ser descrito
em suas minúcias. Em Cuba, onde o culto recebe o nome de Santeria,
segundo informações, o igbá do iniciando permanece na "Casa de Santo"
somente durante os três meses subseqüentes ao "dia do nome", ocasião em
que, em cerimônia pública, o Òrìsá traz o seu nome ao conhecimento de
todos, o que caracteriza que realmente "está feito". Este costume,
segundo informações, prende-se ao fato de que o Òrìsá em questão
pertence ao seu filho e não ao sacerdote que o consagrou, o que implica
num contato diário entre o iniciado e seu Òrìsá, contato este
considerado indispensável e obrigatório. O ìyáwò tem que, todos os
dias, logo que despertar, lavar a boca e, antes de falar com qualquer
pessoa, "bater cabeça" para seu Òrìsá, saudá-lo conforme tenha aprendido
e pedir-lhe tudo o que deseja de bom para si, seus familiares e amigos.
Nunca se deve pedir coisas ruins aos Òrìsás, pois isto é uma atitude
condenável e desrespeitosa, que pode provocar a sua fúria e resultar em
severas punições.
Assim,
pode-se ter uma idéia exata de quem Esú é, como é, e como rege as
coisas. Ele esta presente em tudo..... em nada.Esú esta presente no
consumo de substâncias tóxicas, no álcool, na droga, no fumo. Ele é o
sólido, o liquido e o gasoso. Está nas conversas de esquinas, de bares,
de restaurantes, de praças. Está na aceitação ou recusa de qualquer
coisa.Está presente também nas refeições, pois ele é quem rege o ato de
mastigar e engolir. A gula é atributo de Esú. Está no coito, no prazer
sEsúal, na preguiça; mas também está presente na disposição, na energia,
sem querer com isso carregar peso, pois Esú não gosta de carregar peso.
Outro Oriki fala claramente sobre esta sua particularidade:
“ Xonxô obé, odara kolori erú”
“ A lâmina (sobre a cabeça) é afiada; ele não tem cabeça para carregar fardos”
Esú é tudo isso e mais. Fogo é o seu elemento, mas a Terra e o Ar são bem conhecidos de Esú. É a presença constante!
Pode-se dizer que sem pedra "Ota" não há Orisa.
KOSI OKUTA
KOSI ORISA
"Sem pedra
Sem Orisa"
KOSI ESU
KOSI ORISA
"Sem Esu
Sem Orisa" Todo Orisa tem que, obrigatoriamente, ser assentado em uma pedra ou em algum material que dela tenha vindo; exemplo: o ferro em que se assenta Ogun é a transmutação da pedra, transformada em ferro por intermédio do fogo. Dessa forma pode-se dizer que Ogun é assentado na pedra.
Ele é o principio dinâmico de tudo que existe e do que virá existir.
2. OS MÚLTIPLOS NOMES E FUNÇÕES DE ESU
Um mito relata como, em função de seu poder, Esu se descontrola, e começa a devorar toda a preexistência, sendo então obrigado por Orunmila, após uma longa perseguição, a vomitar tudo de volta.
Tendo sido cortado em milhares de pedaços, transforma-se no + 1, ou em 1 multiplicado pelo infinito. Neste caso, ele é Esu Okoto, o Caracol agulha, cuja estrutura óssea espiralada parte de um ponto único, abrindo-se para o infinito, e nos dá a idéia do crescimento, da evolução e da multiplicação, tendo-se tornado o símbolo da restituição e da recomposição, tornando-se Oba Baba Esu, Esu agbo, o Rei e o Pai de todos os Esu, gerados por seus pedaços.
Durante muitos anos conviveu-se com uma pretensa superioridade cultural, racial, religiosa na África e na região dos Yoruba que provocou guerras étnicas, fato que repercute ainda nos dias de hoje.
A suposta ação evangelizadora desarticulou sofisticadas estruturas religiosas, imprimindo aspectos negativos e demoníacos à imagem de Esu que, ainda hoje, habitam o universo religioso e pratico dos mais renomados Baba/Iya. A perda dos valores primais africanos foi causada, sobretudo, pela escravidão, e posteriormente pela miscigenação com as seitas espiritas cristãs, permitindo assim que os mais sérios seguidores do Orisa ressaltem os aspectos negativos dos demônios, referindo-se a Esu como:
Exu Lucifer, Exu Tranca Rua das Almas, Exu sete poeiras do inferno, Exu Rei das sete encruzilhadas, ou mudam seu sexo , Exu Pomba Gira ou Exu Maria Padilha.
Os nomes e atributos deste importante Orisa do panteão Yoruba não permitem interpretações errôneas como as perpetuadas pela inércia e ignorância de pseudos experts em cultura Yoruba.
Nomes Atributos
ESU YANGI o primeiro da criação, a laterita vermelha
ESU AGBA Aquele que é o ancestral
ESU IGBA KETA O dono da cabaça, o igba odu
ESU OKOTO O dono da evolução, o caracol
ESU OBASIN O pai de todos os Esu
ESU ODARA O Esu da felicidade
ESU OJISE EBO O Esu que leva as mensagens ao orisa
ESU ELERU O Esu que leva o carrego dos iniciados
ESU ENUGBARIJO O Esu que trás a prosperidade
ESU ELEGBARA O Esu que detém o poder da transmutação
ESU BARA O Esu dono do movimento do corpo humano
ESU OLONAN O dono de todos os caminhos
ESU OLOBÉ O dono da faca ritual
ESU ELEBÓ O Esu que recebe as oferendas
ESU ODUSO O Esu que vigia os oráculos
ESU ELEPO O Esu do azeite de dendê
ESU INA O Esu do fogo ( saudado no ipade )
Poderia-se fazer uma lista imensa dos nomes de Esu ancestrais cultuados no Brasil e África, mas esse exercício é desnecessário no momento.
O mais importante é destacar as funções desses Esu ancestrais nos rituais:
Esu Yangi:
É o princípio de tudo, a própria memória de Olodunmarê, seu criador.
Esu Agba ou Esu Agbo:
É o nome que mostra sua ancianidade; ele é o mais velho e, por conseqüência, o pai que é retratado no mito em que Orunmila o persegue através dos nove Orun.
Esu igba keta
É o terceiro aspecto mais importante de Esu que está ligado ao número três, a terceira cabaça onde ele é representado pela figura de barro junto aos elementos da criação.
Esu ikorita meta:
É ligado ao encontro dos caminhos ou a encruzilhada; o encontro de três ruas ( Y ).
Esu Okoto:
É o representado pelo caracol agulha, mostra a evolução de tudo que existe sobre a terra,
e está ligado ao Orisa Aje Saluga, o antigo Orisa da riqueza dos Yoruba.
Esu Obasin:
É por este nome é conhecido e cultuado em Ile Ifé.
Esu Odara:
É o que, se satisfeito através do sacrificio, traz a felicidade ao sacrificante.
Esu Ojisé ébó:
É ele que observa todos os sacrifícios rituais e recomenda sua aceitação, levando as súplicas a Olodunmarê.
Esu Eleru:
É o que leva os carregos dos iniciados (Erupin)
Esu Enugbarijo:
É o que devolve a todos o sacrificio em forma de benefícios.
Esu Elegbara:
É o todo poderoso que transforma o mal em bem, cujo poder reside na transformação das coisas.
Esu Bara:
É um dos mais importantes aspectos de Esu, pois ele é o Esu do movimento do corpo humano, infundido no corpo pré-hunamo, ainda no Orun por Obatala, sendo "assentado" no momento da iniciação, junto com o Ori e o Orisa individual.
Esu Lonã:
É o senhor de todos os caminhos do mundo.
Esu Olobé:
É dono do obé (faca), tem que reverenciado ao começar todos os sacrifícios, onde a faca é necessária.
Esu Élébó:
É o carregador de todos os Ébo.
Esu Odusô ou Olodu:
É ele que tem seu rosto retratado no Opon Ifa, e vigia o Babalawo para que este não minta; é o que vigia os oráculos ( Opélé-Ikin- Erindilogun )
Esu Elepo:
É ele que recebe o sacrificio do azeite de dendê.
Esu Inã:
É um dos aspectos mais importantes deste Esu primordial, é presidir o Ipade, sendo o dono do fogo.
É a Esu Inã que os Babalorisa/Iyalorisa se
dirigem no começo do Ipade, uma das mais importantes cerimônias do ritual afro-descendente religioso:
E Inã mojuba
Inã Inã Mojuba Aiye
Inã mojuba
Inã Inã Mojuba Aiye...etc.
Outra forma de se dirigir a Esu, e que causa certa confusão, é quando seus acólitos a ele se dirige por seus EPITETOS que , por serem mais comuns, transformaram-se erroneamente em nomes: Exemplo;
Esu Tiriri
Esu Akesan
Esu Lode
Esu Barabo
Esu Alaketu
Esu Ijelu
Esu Bara lajiki
Esu Marabo...etc.
DA PEDRA A PEDRA
A ação repressiva dos cristãos europeus e, posteriormente, latino- americanos sobre os africanos, escravos e seus descendentes forjou o sincretismo entre os Orisa e os Santos Católicos.
Consequentemente, Esu e o diabo cristão na sua forma mais primitiva, teologicamente.
Assim sendo, a idéia de um Esu reelaborado pelos cristãos e, essencialmente maléfico e tenebroso, é inconcebível na Teologia e na cosmovisão Yoruba, que não tem um ``inferno´´ declarado, e os homens não são punidos a post mortem.
Muito embora, existam lendas e mitos populares onde Esu é retratado como manhoso, trapaceiro ou encrenqueiro.
Se Esu for reverenciado com o Ebo designado nada disso será verdadeiro e a sua suposta imagem de
malignidade, decorrente dessas lendas, cairá por terra.
Na verdade, Esu é o Executor Divino, punindo aqueles que descumprem o sacrificio prescrito, recompensando aqueles que o fazem.
Ele nada faz por conta própria. Está sempre servindo de elemento de ligação entre OLORUN e Orunmila ou então servindo aos Orisa.
Segundo a Teologia Yoruba, nenhum ser divino pode punir um Ara aiye "ser da terra", diretamente, sem a consulta a Olodunmarê.
Diversos Itan Ifa nos dão conta que Esu também é encarregado por OLORUN para vigiar os Orisa no Aiye. Isso só pode ser feito porque ele é imparcial no seu papel de Executor Divino.
É por isso que todos os devotos de todos os Orisa sacrificam para Esu, por recomendação de
Ifa, nos tempos de dificuldades, buscando dessa forma sua intermediação com Olodunmarê.
E, para que os Babalawo não se excedam ou mintam na prescrição dos ébó, o próprio Esu na qualidade de
Odusó sempre estará presente no jogo, cuidando para que o Iwa "caráter" do consulente e do Babalawo não sejam maculados.
Esu reporta-se diretamente a OLORUN e mantém um inter-relacionamento com os Orisa e com os Egungun "ancestrais".
Ele não é vingativo e nada executa por sua própria conta, apenas cumpre fielmente as ordens de OLORUN, conforme os ditames do Iwa contido no Ori individual, destino escolhido por cada Ori no Ipori Orun ``Lugar em que o ser humano é preparado´´.
E necessário, o mais depressa possível, esquecer, "desumbandizar" e "deskardekizar" as religiões de matriz africanas, pois não se pode viver com o paradigma de bem e mal, inexistente nessas religiões.
Em síntese, transmutar, teologicamente, a pedra primordial em pedra angular sobre a qual se sustenta a cosmografia tradicional Yoruba.
MUITOS YAÔS PROCURAM A PÁGINA RECLAMANDO QUE ESTÃO CANSADOS E QUE SÃO PRATICAMENTE HUMILHADOS POR SEUS ZELADORES...
UM VERDADEIRO ZELADOR NÃO PRECISA BOTAR MEDO EM SEUS INICIADOS PARA RECEBER RESPEITO, SÓ BASTA RESPEITO, CONVERSA, ENSINAMENTO E MUITO CARINHO....
Opinião do Yaô
“Quando entramos em uma casa de santo, procuramos o desenvolvimento espiritual, conhecer o orixá, mas além disso procuramos carinho, e o que dá mais medo é saber o que fazer, pois tudo é novo, tudo é confuso e com isso muito zeladores não entendem, eu sei que cabeça de yaô não é fácil, mas eu acho que isso é o que mais afasta os yaô das casas, as chamadas “baixas” .
“Muitas vezes saímos das casas, por causa de um irmão de santo, pois existe o ciúmes dos mais velhos, e assim, quem vem de uma criação católica, cai no candomblé, não entendemos a hierárquica, e muitas casa de santo impõe essa hierarquia, e acaba tornando isso uma ditadura”.
“No mundo do candomblé, nos deparamos com frases como “não é a hora de você aprender” ou “é assim, porque é assim”, porque tanto mistério?, porque coisas simples são tão escondidas, se sou iniciado porque não posso saber, se amanhã me tornarei um egbomi e aí como vou me comportar?”.
Pois é essas são as questões que são mais apontadas pelos abiãs e yaôs, quando falamos sobre a mudança de axé, a maior questão hoje não é ter adeptos em uma casa de santo e sim mantê-los na casa de santo, a décadas atrás existiam poucas casas de santo, e era “feio” mudar de axé, como ainda existe esse conceito em casas tradicionais na Bahia, mas como em São Paulo e no Rio de Janeiro, cresce cada dia mais o número de casas de candomblé, a chamada concorrência é grande, e para isso temos que ter um grande jogo de cintura, como o tratamento ao yaô, vamos lá, o que é yaô, no contexto yorubá, yaô siginifica noiva de orixá, podemos trazer para um contexto mais simples, yaô é aquele que é preparado para ser um próprio altar vivo, aquele que carrega o axé, mas também ele é uma criança, e como toda criança tropeça muitas vezes antes de andar, por isso a paciência é uma qualidade que todo zelador ou zeladora, tem que ter, outro ponto bastante apontado são as “baixas”, saber tratar as pessoas é tido como base da educação e vem de berço, apesar de ser seu filho-de-santo, você não tem poder sobre ele, sim é isso mesmo, nós zeladores temos autoridade, que é bem diferente, porque o noviço respeita o zelador? Por que ele o iniciou, por ele transmitiu o axé, certo mas também não vamos esquecer que o yaô é um ser humano, e como esse, tem moral, tem sentimentos, e uma vez que você desmoraliza uma pessoa, mesmo que ele continue na sua casa de santo, você terá perdido o respeito, e respeito não é apenas o fato dele te pedir a benção ou colocar a cabeça pra você, e sim quando ele está longe de você, a admiração.
As baixas ainda gerão outro ponto, o medo, não só dele como dos outros adeptos, que como todo mundo sabe, medo não é respeito. Por isso o mais indicado é que se chame o yaô no canto, com educação e firmeza e explique o que está acontecendo e tente ver o seu ponto de vista, e assim chegue a uma resolução.
Muitas vezes nos deparamos com pessoas que realmente não querem nada com a vida, que não sabem porque estão ali, e gostam de tumultuar, então nesse caso se a conversa não resolver, convide o a se retirar, pois a frase “uma laranja pobre, apodrece as demais”, é puramente verdade no ambiente do candomblé.Fica aí então o recado e espero que isso ajude na administração de sua casa de candomblé, para os yaôs fica a mensagem: A casa de santo não é apenas a casa do orixá, POSTADO POR[ BRUXO VAMBERTO] 083-9902-2175 PRESTADORA TIM
História do Candomblé
O candomblé e uma religião que teve origem na cidade de Ifé, na África,
e foi trazida para o Brasil pelos negros iorubas. Seus deuses são os
Orixás, dos quais somente 16 são cultuados no nosso país: Essú, Ògun,
Osossì, Osanyin, Obalúaye, Òsúmàré, Nàná Buruku, Sàngó, Oya, Oba, Ewa,
Osun, Yemanjá, Logun Ede, Oságuian e Osàlufan.
O pai ou a mãe
de santo é a autoridade máxima dentro do candomblé. Eles são escolhidos
pelos próprios Orixás para que os cultuem na terra. Os orixás os induzem
a isto, fazem com que as pessoas por eles escolhidas sejam naturalmente
levadas à religião, até que assumam o cargo para o qual estão
destinadas. Uma pessoa não pode optar se quer ou não ser um Pai ou Mãe
de Santo se não acontecer durante sua vida fatos que a levem a isto. São
pessoas que de alguma forma são iluminadas pelos Orixás para que
cumpram seu destino.
Os Pais de Santo, normalmente, são donos
de uma roça, ou seja, um lugar onde estão plantados todos os axés e no
qual os Orixás são cultuados. Dentro da roça existe o barracão (assim
denominado por causa dos negros que antigamente moravam em barracões),
que é o lugar em que são feitos os grandes assentamentos (oferendas)
para os deuses.
Hierarquicamente, existe, ainda, na roça um pai
pequeno ou mãe pequena, que é o braço direito do Pai de Santo e é
normalmente um filho ou filha da casa. Depois vem as Ekedes, são
mulheres também escolhidas pelos Orixás para cuidar deles e ajudá-los.
Embora seja considerada autoridade dentro da roça, não podem ser
Yalorixás, visto que sua função já foi determinada e não há como mudar. A
seguir vem os Ogans, que tocam o atabaques e ajudam o Babalorixá nos
fundamentos da casa; a Ya Bace, que toma conta da cozinha, isto é, de
todas as comidas dos Santos; a Ya Efun, dona do efun (pemba), e que está
encarregada de pintas os Yaôs (iniciantes que estão recolhidos para
fazerem o Orixá); e finalmente os filhos de Santos, que são as pessoas
que “rasparam o Santo”, ou melhor, rasparam a cabeça para um Santo a
pedido deste.
Às vezes o Santo, ou Orixá, incorpora em
determinadas pessoas, mas não necessidade que haja esta “incorporação”
para que uma pessoa raspe o Santo. Se a pessoa deve ou não raspar o
Santo só pode ser sabido com certeza através do jogo de búzios do Pai ou
Mãe de Santo que, diga-se de passagem, são os únicos que podem jogar
búzios.
O candomblé é uma religião com uma vasta cultura e rica
em preceitos. São pouquíssimas as pessoas que realmente a conhecem a
fundo.È necessária muita dedicação e anos de estudo para se chegar a um
conhecimento profundo da religião. Seus preceitos são todos
fundamentados e qualquer um pode se dedicar ao seu estudo e desfrutar
seus benefícios. Existe muita energia positiva no candomblé, e o seu
culto pode trazer muita paz e felicidade.
Origem do Candomblé: Ifé
A antiga cidade de Ifé, ao sudoeste da atual Nigéria, deslumbrava desde
o começo do século como capital religiosa e artística do território que
cobria uma parte central da atual República do Daomé. É a fonte mística
do poder e da legitimidade, o berço da consagração espiritual, e para
onde voltaram os restos mortais e as insígnias de todos os reis iorubas.
A civilização de Ifé, ainda hoje, é pouco conhecida e apresenta uma
criação artística variada do realismo, enquanto que a maioria da arte
africana é abstrata. O material empregado na arte de Ifé espanta e
abisma qualquer historiador, incluindo os próprios africanistas. Ao lado
das esculturas em pedra e terracota(argila modelada e cozida ao fogo)
tradicionais na África, estão as esculturas em bronze e artefatos em
perola.
Uma das artes mais conhecidas é a de Lajuwa, que
segundo o povo de Ifé permaneceu no palácio real, mostrando os vestígios
em terracota, antes de ter sido redescoberta. Lajuwa foi o camareiro de
Oni (soberano do reino de Ifé ou Aquele que Possui). A atribuição dessa
terracota a Lajuwa não é estabelecida de maneira segura, entretanto a
escultura foi preservada e conservou uma superfície lisa, ainda que o
nariz tenha sido quebrado.
A maior parte das descobertas das
obras foi feita nos BOSQUETES SAGRADOS: vastas extensões de terras
situadas no coração da savana. Cada uma destas descobertas é consagrada a
esta ou aquela divindade, entre elas:
- BOSQUETE SAGRADO DE
OLOKUM: cobre uma superfície de 250 Há. Ao norte da saída da cidade de
Ifé. É dedicado a OLOKUM, divindade do mar e da riqueza.
-
BOSQUETE SAGRADO D’IWINRIN: encerra numeroso tesouro artístico,
testemunhado, na maior parte, uma arte extremamente realista e refinada.
Uma delas é de um personagem com 1,60 m de altura, sentado num banco
redondo, esculpido em quartzo e provido com um braço curvado para dentro
em forma de anel. Apóia o braço em um tamborete retângulo com quatro
pés, sendo ladeado por dois outros de igual tamanho natural, um dos
quais tem na mão a extremidade de uma vestimenta cortada. Supõe-se
que o artista tenha manuseado a argila crua em separação. Depois de
concluído foi seca ao sol e cozida numa imensa fogueira ao ar livre,
obtendo uma terracota de cor uniforme.
- BOSQUTE SAGRADO
OSONGONGO: os arqueólogos descobriram uma variedade de esculturas de
argila cozida e a maior parte de uma mesa micácea. Entre elas está a
cabeça da própria OSONGOGON, porém menos refinada do que a de LAJUWA.
Ao lado desta escultura, há numerosas outras representando personagens
com deformações físicas, uma delas com elefantíase nos testículos
(doença ligada intimamente ao espírito dos negros e à impotência
sexual), objeto de tratamento com rituais especiais. Nos funerais, a
liturgia era feita por um sacerdote da antiga sociedade ORO, tida aos
“ocidentalizados” como forma monstruosa. O principal achado e o vaso
do ritual destes funerais, decorado em relevo. Revela certos ritos e
insígnias religiosas de Ifé. Vêem-se com os efeitos: Edans (bastões de
bronze, utilizados pelos membros da Sociedade OGBONIS na cerimônia
secreta), um bastão de ritual com uma espécie de espiral saliente em
ambos os lados, um tambor, um objeto com dois crânios na base, um
machado e dois personagens sem cabeças.
- BOSQUESTE
SAGRADOS DE ORE: possue abundantes esculturas de homens e animais. O
grupo principal é constituído de duas estátuas humanas, a maior é
chamada IDENA, o porteiro. IDENA usa um colar de perolas (contas),
diferente dos demais usados em estátuas de terracota. Na cintura ostenta
um laço e tem as mãos entrelaçadas. A cabeleira não é esculpida, mas
representada por pregos de ferro fincados, como acontece na arte de Ifé.
-BOSQUETE SAGRADO DE ORODI: encontra-se nele uma estátua de pedra com a
cabeça e o corpo enfeitado com pregos, similares aos que ornam Idena.
Tem na mão direita uma espada e na esquerda um abano. Está situada em
Enshure, província do Ado Ekiti.
Criação do Reino de Ifé
O grande Deus Olodumaré enviou Osalufã (orixá) para que criasse o
mundo. A ele foi confiado um saco de areia, uma galinha com 5 dedos e um
cmaleão. A areia deveria ser jogada no oceano e a galinha posta em cima
para que ciscasse e fizesse aparecer a terra. Por ultimo, colocaria o
camaleão para saber se estava firme.
Osalufã foi avisado para
fazer uma oferenda ao Orixá Essú antes de sair para cumprir sua missão.
Por ser um Orixá Funfun, Oxalufã se achava acima de todos e sendo assim,
negligenciou a oferenda. Essú descontente , resolveu vingar-se de
Osalufã, fazendo-o sentir muita sede. Não tendo alternativa Osalufã
furou com seu Apaasoro o tronco de uma palmeira. Um líquido refrescante
dela escorreu, era o vinho de palma. Ele saciou sua sede, embriagou-se e
acabou dormindo.
Olodumaré, vendo que Osalufã, não cumpriu sua
tarefa, enviou Odùdùwa para verificar o ocorrido. Ao retornar e avisar
que Osalufã estava embriagado, Odùdùwa recebeu o direito de vir e criar o
mundo. Após Odùdùwa cumprir sua tarefa, os outros deuses vêm se reunir a
ele, descendo dos céus graças a uma corrente que ainda se podia ver,
segundo a tradição, no BOSQUE DE OLOSE, até há alguns anos.
Apesar do erro cometido, uma nov chance foi dada a Osalufã: a honra de
criar os homens. Entretanto, incorrigíveis, embriagou-se novamente e
começou a fabricar anões, corcundas, albinos e toda espécie de monstros.
Odùdùwa interveio novamente, anulou os monstros gerados Osalufã e criou
os homens bonitos, sãos e vigorosos, que foram insuflados com vida por
Olodumaré.
Esta situação provocou uma guerra entre Odùdùwa e
Osalufã. O ultimo foi derrotado e então Odùdùwa tornou-se o primeiro ONI
(rei) de Ifé. Distribuiu seus filhos e os enviou para criar novos e
vários reinos fora de Ifé.
Mais tarde os Orixás retornaram a
Orum, deixando na terra seus conhecimentos e como deveriam ser cultuados
seus toques, comidas e costumes, para que fossem cultuados pelos seus
descendentes. Então o ser humano começou a fazer pedido aos Orixás e
para que cada pedido fosse atendido eles ofereciam comida em troca.
Ao contrario do que se pensa, nem todos os pedidos são atendidos,
embora os Orixás sempre aceitem as oferendas. Quando um orixá recebe um
pedido, ele o leva a Olodumaré e este decide se o pedido vai ou não ser
atendido. Este julgamento vai ser baseado no merecimento da pessoa que
faz o pedido.
O povo continua fazendo oferendas aos Orixás até hoje, pois os Orixás procuram sempre fazer o melhor para as pessoas.
O círculo dos deuses é constituído segundo o número 16, número sagrado
no candomblé. Ele se encontra em toda parte: no numero de búzios, no
númerode chamas da lâmpada dos sacrifícios, na numeração dos membros
físicos e psíquicos, quer dizer, das forças e das partes que possui o
homem na organização hierárquica.
É o que eu venho comentando, precisamos nos unir, esqueçam a disputa pelo o mais belo, esqueçam que cada casa é uma casa e vamos nos unir para que possamos derrotar os nossos verdadeiros inimigos que são pessoas sem informação nenhuma, a ignorância, o preconceito, pessoas que são levadas por dirigentes de outras religiões que não aceitam a nossa religião e a nossa diversidade, peço ao povo do Òrìsà que se unam e lutem pela nossa verdadeira causa que é defender a nossa Religião, as vezes penso que grito ao vento, gostaria de ver nossa luta ir e chegar até o congresso e ao senado, afinal, somos religiosos, temos nossa obrigação. Minha filha também foi agredida na escola pelo mesmo motivo porque sempre os ensinei que não devem negar a nossa Religião, e somos Candomblecista e que eles não devem mentir nunca a respeito disto, temos que nos unir!!! Jamais negar a nossa religião é o principio de tudo!
“… E o Anjo Lúcifer, de rara beleza, quis ser o filho de Deus na Terra. Mas Deus recusou. Lúcifer, então, revoltou-se contra o Todo Poderoso e foi banido dos Céus, com os seus fiéis e confinado ao Inferno, onde ficaria para todo o sempre…”
A Mitologia cristã, então, deu nome aos dois, ou seja, explicou a existência do Bem e do Mal, embora jamais admita que ambas as forças são de igual peso, pois assim admitiria que Lúcifer, o Anjo banido do Céu, teria o mesmo poder que o criador. Convenhamos que ficaria bastante difícil…
Assim, o homem criou a imagem do Diabo, Demónio, Satanás, Capeta, Cão, ou outro qualquer sinónimo ou adjectivo que queiram aplicar-lhe.
Teria então, o Diabo, a imagem repugnante de um homem de chifres, com asas de morcego, pés de bode, corpo avermelhado, dentes pontiagudos e dotado de uma maldade infinita.
A Igreja correlacionou, então, o Diabo cristão com o Exú dos Africanos, mostrando que nós, seguidores da cultura Africana, adoramos também o Capeta. E praticamente conseguiram perpetuar essa imagem e passá-la para a Umbanda, que tem, nas casas de Exú, imagens como aquelas que descrevi do Diabo.
Existem até aqueles que fazem uma relação de variações de Demónios cristãos como Asmodeus, Belzebu e Lúcifer, com Exús Africanos como Exú Tiriri, Exú Lalu, Exú Marabô, por exemplo. Mas isso não passa de um equívoco. Não chega a ser, nem de longe, sincretismo, muito menos uma equivalência.
A imagem do Diabo foi criada pelos cristãos. O mal assim ganhou forma, e hoje, a quase totalidade da humanidade acredita nesta figura temida, horrorosa e repugnante do Diabo.
Colocando de lado as questões de “Deus e Diabo”, temos que admitir que existe o equilíbrio de forças do Bem e do Mal dentro de cada um de nós. Desenvolvemos aquela que mais nos fascina, mas não culpemos o Diabo, nem mesmo a Deus, pois temos o livre-arbítrio para escolher a nossa conduta. Desenvolvemos as duas forças dentro de nós, nas mesmas proporções, se quisermos, pois podemos ser bons ao extremo, e maus, na mesmíssima proporção.
Tudo o que é bom, tem um lado mau. E vice-versa. O homem é que delineia isso, aliado às condições sociais, ou através do seu interior, que pode tender para qualquer lado ou em qualquer direcção.
Fica assim o Diabo, como representação “folclórica” de tudo aquilo que não presta, de tudo aquilo que é contrário aos dogmas da Igreja e tudo aquilo que é, decididamente, Mal. Fica o Diabo como símbolo de todos os crimes, destruições, situações adversas e maldades existentes no mundo, pois a preguiça do homem – que por sinal é obra do “Capeta” – não permite que ele veja os pólos opostos que, óbvia e logicamente, existem no Universo, incluindo o planeta em que vivemos.
Então, “o Diabo que os carregue”, pois prefiro ver as coisas de forma mais lógica e transparente. Prefiro olhar para a Natureza, admirá-la, estudá-la, para que possa, como muitos que pensam desta maneira, encontrar a harmonia plena e definitiva.
Hoje vamos tentar explicar um pouquinho os diferentes rituais.
COMECEMOS POR DEFINIR O QUE SEJA RITUAL:
Ritual, é uma forma particular de se cultuar o alto do Altíssimo e cada religião possui seu ritual próprio, que se distingue de todas as outras religiões e proporciona a seus fiéis uma individualização no momento em que se colocam em contato mental com a divindade maior que rege sua religião.
O ritual identificador de uma religião tem como função envolver, estimular e congraçar num mesmo nível vibratório mental e religioso todos os seus fiéis. É quando todos os seres reunidos num mesmo espaço desarmam seus emocionais, anulam suas intolerâncias, animosidades, receios, medos e angústias e possam vibrar num mesmo sentido a fé em DEUS.
• QUANDO OS UTILIZAR?
Como dissemos a pouco, temos os rituais que são utilizados no sentido de harmonização vibratória das pessoas reunidas em um mesmo espaço, e sob uma mesma Irradiação religiosa, com as mesmas práticas sub-rituais. As práticas sub-rituais são utilizadas em muitas ocasiões.
CITEMOS ALGUMAS:
Encontro de fiéis de uma mesma religião, quando recorrem a um modo particular de cumprimento e saudação.
Oferendas rituais, votivas, propiciatórias, divinatórias, consagratórias, etc., quando cada sub-ritual ainda que conserve em sua essência os fundamentos do ritual, no entanto tem seu modo e ritualística próprios para cada fim que se almeja alcançar.
Até que ponto resolve?
Esta é uma questão mais discutível. Se realizarmos uma prática ritual com um fim específico, no entanto, fatores imponderáveis podem alterar os resultados finais. Por exemplo:
Um fiel de uma religião vai inaugurar uma loja ou casa de comércio. Ele solicita ao seu sacerdote que se realize um ritual propiciatório ao êxito e prosperidade de seu novo local, onde irá ganhar o seu pão abençoado.
O sacerdote recorre a uma prática sub-ritual e consagra e abençoa o lugar em questão, tornando-o vibratóriamente positivo ao bom êxito e prosperidade.
1ª Ocorrência: o fiel em questão, movido pela sua fé religiosa e confiança no seu trabalho e na sua capacidade profissional, inaugura sua loja e prospera rapidamente.
2ª Ocorrência: o local foi tornado positivo, mas o fiel, a despeito de sua imensa fé, não é um bom profissional no trato dos seus clientes, ou na escolha das mercadorias a serem expostas, ou na obtenção do menor custo, etc., e não prospera.
CONCLUSÃO:
“Nos rituais propiciatórios, tanto o ritual quanto o santo invocado, pouco resolvem se o beneficiário não fizer por merecer!!”
COMENTÁRIOS:
Esperamos que com poucas linhas ter conseguido explanar o objetivo dos rituais para que todos comecem a entender que embora haja diferenças entre eles, existe um mesmo objetivo, entrar em contato com sua Divindade, Orixá, Santo, Deus, e assim por diante, e o mais importante, começar a entender os diferentes rituais dentro da Umbanda e de outras religiões e pensar muito antes de começar a criticar.
Cada Templo tem seu ritual próprio, sua forma de cultuar e entrar em contato com o Divino!!
Cada indivíduo é único em sua forma, não é mesmo? Embora, às vezes, parecidos, nunca são iguais! Então, assim também são as religiões, às vezes parecidas, mas não iguais não em seus rituais, somente iguais no objetivo de fazer os indivíduos buscarem DEUS, e cada um encontra DEUS e afinidade onde se sente bem! Feliz! Seja ele cristão ou judeu! Cada um, em sua busca, acaba encontrando DEUS em uma religião, que lhe agrade, lhe convença (lhe desperte a fé), não é mesmo? Fé é um sentimento que não se explica! Confia-se e pronto! E nunca esquecermos que só recebemos o que nos é de merecimento! Temos que também fazer a nossa parte material, pois o espiritual esta ajudando! Certo?
Os mitos, sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
Senão, vejamos:
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que quem não a desenvolve.
Isto é uma verdade se quem se desenvolveu também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu e logo começou a enfiar os pés pelas mãos, uma vez que, se ele adquiriu um poder relativo, no entanto, começa a se chocar com um poder absoluto que é a Lei da Ação e Reação. Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim e tão somente um meio.
COMENTÁRIOS:
Para quem não entendeu a fantasia da coisa, vou tentar falar bem claro.
Existem médiuns que infelizmente se assoberbam com o simples fato de incorporarem determinadas entidades e não se sentem iguais aos outros médiuns do corpo mediúnico, acabam por perder o respeito à entidade dos outros e começam a julgarem-se os sábios, e desconfiam da incorporação dos outros, acreditando que só e somente eles é que têm a melhor incorporação e a do melhor Guia! Quanta modéstia não?
Acreditam que a Entidade lhes pertence exclusivamente e que o poder desta entidade lhes pertence.
Batem no peito e se gabam: – Ninguém mexe comigo, pois, eu tenho o Exú “fulano de tal” e arrebento a vida de qualquer um!
Não se contenta com um Guia que não possua um nome famoso e logo que adentra para desenvolver-se, não quer nem esperar a hora de seu guia instruir-lhe seu verdadeiro nome!
É o tal fulano (que por vaidade), entra em uma gira mediúnica e mesmo ainda não estando preparado, já quer estar graduado a incorporar e dar consultas (pois se sente inferior aos que já o fazem), quando começa a desenvolver-se já quer logo ir recebendo o Caboclo “Pode-Tudo” e o Exú “Quebra-Tudo” (nomes somente coloquiais, por favor…);
Então este mesmo fulano assoberbado, apressado, começa a dar consultas (é claro que a entidade tenta mudar-lhe o caráter), começa então, a Lei da Ação e Reação, o médium mete os pés pelas mãos e começa a prometer feitos para os consulentes em nome das Entidades e em sua cega prepotência não percebe que a Entidade não promete o que não é de merecimento do consulente pelo Alto.
Entra de cabeça em uma maré de enrolações, que dificilmente sairá e depois na maior cara-de-pau, quando os consulentes voltam para cobrar-lhe as promessas não cumpridas do médium, este ainda joga toda a culpa na Entidade e revolta-se (a maioria não chega nem a cogitar a própria falta de caráter!) e é claro, este médium acaba por abandonar o Terreiro, e começa então uma maratona, indo trabalhar de Terreiro em Terreiro até que se cansa de sua própria vaidade, e acaba abandonando a religião (vejam como a Umbanda é generosa! Ela recebe todos, deixando que esgotem seus emocionais e quando já esgotados a abandonam). Na verdade, o médium a estas alturas já aprendeu alguma lição e se este ainda buscar outra Fé, será direcionado pelo Divino Pai, a uma religião onde qualquer contato com a mediunidade seja proibido.
Com a consciência um pouco mais desperta de seus erros, ele entrará em uma busca desesperada pela absolvição dos seus erros, preferindo acreditar-se possuído pelo demônio, quando o maior demônio era o que habitava seu coração, e não fora de si, como muitos preferem acreditar.
Muitos médiuns que enveredaram pelo caminho da Luxúria, Vaidade, Sexo, matança desenfreada de animais, hoje, lotam milhares de Igrejas Evangélicas em todo o país em uma busca desenfreada pelo perdão de suas magias – negras e cumplicidade com Entidades do Baixo – Astral.
Amedrontados, pedem perdão ao Senhor Jesus e transferem vossas culpas à nossa amada Umbanda, que muitas vezes fora usada como palco de Magias Negras e rituais do mais baixo escalão!
Culpam a nossa Umbanda em público, fingindo-se incorporados de demônios! Estão incorporados é de suas consciências pesadíssimas que buscam desesperadamente livrarem-se de todo peso, de anos e anos a usar e alimentar espíritos ignorantes a seu bel – prazer!
Culpam a Umbanda e os demônios pela falta de caráter que possuem!
É com grande alívio que vejo estas Igrejas recolherem centenas dessa gente em seus Templos, assim quem sabe sem nada para se envaidecerem consigam finalmente enxergarem a luz, desde que não caiam novamente no mesmo erro meu Deus é melhor que o seu.
Desculpem-me se deixei alongar demais, temos que concluir nosso tema principal, mas acredito que ficou bem claro, onde pode acabar quem se deixa iludir por mitos (fantasias).
Nunca entrem em uma corrente mediúnica, por que te disseram que você tem guias maravilhosos, lindos, etc., todos os guias são maravilhosos mesmo, mas não é este o objetivo de se desenvolver a mediunidade, o principal objetivo tem de ser o de prestar a caridade, através do amor a todos os guias igualmente, a humildade de querer aprender e ajudar!
Não entrem por vaidade! E se estão por ela, tratem logo de deixá-la de lado e começar a despertar o verdadeiro sentido de estarem em uma corrente mediúnica. Tenham amor por todos dentro de um Templo, respeitem por amor e não por temor!
PRECONCEITOS
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.
VAMOS À ALGUMAS COLOCAÇÕES QUE PULULAM NO MEIO RELIGIOSO:
A mediunidade é uma provação
A mediunidade é uma punição cármica
A mediunidade escraviza os médiuns
A mediunidade limita o ser
COMECEMOS POR DESMENTIR ESTAS COLOCAÇÕES NEGATIVAS:
1º mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2º não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3º não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;
4º não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.
Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, é um dom, tende ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!
A Umbanda, ao contrário do que muitos imaginam, não é só trabalhos magísticos ou despachos na “encruza”.
Como religião ela possui todo um fundo magístico, mas que se desdobra em recursos acessíveis a todos que dela se aproximam.
Muitos buscam na Umbanda a cura para seus espíritos enfraquecidos nas lides diárias e muitos encontram nela uma via natural onde se religam espiritualmente com seus afins no plano astral. Este religamento acelera a evolução espiritual de tal forma, que após alguns anos, o umbandista possui uma noção muito ampla do que seja o outro lado da vida.
E, porque na Umbanda direita e esquerda se manifestam dentro de um equilíbrio rígido pelo alto, mais fácil é a compreensão dos umbandistas sobre as ações e reações, causas e efeitos e sobre o carma individual.
Umbanda é religião, é conhecimento, é magia e espiritualização, animados pela fé interior de cada um que resulta no que chamamos de “religião umbandista”, onde o socorro espiritual convive com o despertar da consciência para as verdades maiores.
Por isso, temos assentado que o verdadeiro sentido da Umbanda é acelerar a evolução espiritual e o aperfeiçoamento consciencial e religioso dos seus praticantes.
SENÃO VEJAMOS:
A Umbanda não recusa fiéis de outras religiões entre os consulentes que frequentam assiduamente suas tendas de trabalho.
A Umbanda não obriga ninguém a renegar sua religião para poder participar de suas giras.
Todas as outras Religiões estão representadas dentro do Ritual de Umbanda Sagrada, onde linhas de ação e trabalhos cristãs, hinduístas, islâmicas, persas, egípcias, atuam ocultadas por nomes simbólicas ainda não interpretadas corretamente, ou sequer apercebidas mesmo pelos médiuns que incorporam espíritos ligados a elas.
Com isso, queremos dizer que a Umbanda Sagrada é o congraçamento de todos os espíritos e a reunião do que há de melhor em todas as religiões ainda ativas ou já adormecidas na mente dos espíritos encarnados, que somos nós. Umbanda é fé, é caridade, é conhecimento, é ecumenismo religioso. Sob o teto de um templo de Umbanda manifesta-se o caboclo índio, o preto – velho, o mestre hindu, o sábio chinês, o descontraído exú e a exuberante pomba – gira.
Aí esta sintetizado o verdadeiro sentido da Umbanda; união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamento que têm norteado a humanidade e a harmonização do ser com todas as religiões
A fama e a difamação andam de mãos dadas, isto quer dizer, na boca dos que não prestam quem é bom não vale nada
Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo.
Sejaa dOnO dO seeu SilênciO ~> Paraa naO seer EscravO daas suaas Própriaas Palaavras! ::
Não me defino com palavras, e sim com atitudes, o que você pensa sobre mim não vai mudar quem eu sou, mas pode mudar o meu conceito sobre você.
A VERDADEIRA BELEZA NÃO ESTÁ NO ROSTO ONDE MUITOS PROCURAM, MAS SIM NO CORAÇÃO ONDE POUCOS ENCONTRAM:
UMA CASA OU TERREIRO DE JUREMA
A jurema é uma ciência muito antiga, seus fundamentos e segredos são passados de pais a filhos, mesmo hoje com toda a modernidade, devemos continuar a manter a tradição pois so assim nossa ciência não desaparecerá.
Escrever sobre os fundamentos da jurema é uma falta de respeito com os ancestrais, é uma comercialização de fatos e atos sagrados e que foram guardados por tantos anos, o verdadeiro juremeiro aprende na lida do dia a dia no terreiro, nos afazeres, ajudando aqui e ali, ouvindo os mais velhos em seus relatos pois tudo em nossa vida esta diretamente ligado a jurema, quando os mais velhos conversam acabam trilhando o caminho do ensinamento e cadê ao discípulo estar atento a cada palavra, cada gesto, ouvidos bem abertos e sempre recomendo estar sempre de posse de sua caderneta, agenda ou o q for para anotar suas duvidas e reflexões, pois na jurema se ouve e reflete, ai sim você encontra o ensinamento. Uma casa ou terreiro de Jurema, mas falo um Terreiro de Jurema, não tem adoração ou culto a santos ou orixás, é uma casa de realizações de curas, de fumaça, de ajuda, de vinho, para o verdadeiro juremeiro não pode faltar sua marca e seu vinho de jurema, um vela acesa no centro da sala um copo dom água e galhos de aroeira ou outra arvore definida pólo guia. As vestes são coloridas, alegres, as mulheres vestem saias estampadas, antigamente era usado o chitão, hoje já temos com fácil acesso outros tecidos maleáveis e de lindas estampas, pode ser uma blusa da mesma estampa ou branca ou de outra cor que não seja preta, porem o ideal é q combine o vestuário com as funções da discípula na casa, para evitar constrangimentos, um pano na cabeça é indispensável, pois nossa cabeça no pode ficar descoberta na fumaça; os homens vestem calça de ração que pode ser de algodão cru ou outro tecido, pode usar estampas também, afinal tudo na jurema é alegria, camisa de manga curta branca ou de cor, com bolsos laterais onde guardam coisas de utilidade nos trabalhos, um chapéu de palha ou um boné tipo boina puxado pra frente e pés descalços completam a indumentária de um juremeiro ou discípulo da jurema, que nos trabalhos diários são dispensados uso de seus fios de contas deixando apenas a primeira de seu guia q recebeu no batismo, as outras ficam para ser usadas em giras e festas. A casa deverá ser defumada pelo menos todos os dias, após a limpeza cotidiana, despachada a moringa de Malunguinho, firmado os pontos, os cachimbos estão devidamente limpos e desentupidos, o fumo preparado, tanto de direita como de esquerda, velas em seus devidos lugares, tudo a mãos para evitar correrias, então estamos prontos para iniciar os trabalhos.
Não se pode dizer q uma casa é de jurema ou de juremeiros se esse espaço não é único, é divido com o culto aos orixás, os orixás ou santos são entidades muito finas e de muitos preceitos o principal deles é não levar fumaça...nem de cachimbo, nem de cigarro, nem cheiro de bebida de espécie alguma, alguns não podem estar próximo ao dendê, por isso se recomenda 2 terreiros, um para o orixá e outro para jurema, independentes um do outro, pois não será um quarto de porta fechada que impedira a mistura de fumaça e odores.
Uma pessoa não pode se dizer juremeiro sem ter passado por todas as etapas de iniciação, enquanto esta em fase de aprendizado é chamado de discípulo e carrega esse no nome, juremeiro já passou por todos os preceitos, obrigações, e esta apto a dirigir sua casa de jurema.
Porem uma casa onde se cultua orixá, no mesmo espaço q chamaremos de sala não pode cultuar a jurema, não pela jurema que não tem nenhuma restrição com o orixá , mas pelo orixá por razoes que já esclarecemos, se você é candomblecista e também toca jurema, já começa saindo fora do contexto de candomblé, mas mesmo assim se você cultua jurema no mesmo espaço, não pode dizer que sua casa é de jurema, que sua casa é de juremeiros, pois ou se faz uma coisa ou outra, ou se agrada a um ou a outro, não podemos agradar a dois senhores ao mesmo tempo e no mesmo espaço.
Peço as pessoas, discípulos de jurema, juremeiros que lerem esse relato, passe a frente e vamos ajudar a trazer de volta nossa tradição, nossos segredos, nosso axé.
Sarava a Jurema, Sarava Malunguinho único e verdadeiro Guardião da Jurema.
A JUREMA MERECE RESPEITO E OS(AS) JUREMEIROS(AS) TAMBEM
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
É POSSIVEL AS RELIGIÕES VIVEREM EM PAZ . O MILAGRE VEM DA FÉ , E ESTA MESMA FÉ, NÃO ESCOLHE RELIGIÃO. NA JUREMA SAGRADA NÓS TEMOS NORMAS RIGIDAS .=-ÉTICA E MORAL. O SIMBOLO DAS MESTRAS É O CACHIMBO= CUJO PODER ESTAR NA FUMAÇA - QUE TANTO MATA COMO CURA . A JUREMA E COMPOSTA POR REINADOS . CIDADES .E ALDEIAS ..O TERMO MESTRA É DE ORIGEM PORTUGUESA ONDE TINHA O SENTIDO TRADICIONAL DE ERVAS E PLANTAS CURATIVAS CADA MESTRA ESTAR ASSOCIADA A UMA CIDADE ESPIRITUAL E A UMA DETERMINADA PLANTA DE CIÉNCIA.