MITOS E PRECONCEITOS
Os mitos, sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.
Senão, vejamos:
É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que quem não a desenvolve.
Isto é uma verdade se quem se desenvolveu também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu e logo começou a enfiar os pés pelas mãos, uma vez que, se ele adquiriu um poder relativo, no entanto, começa a se chocar com um poder absoluto que é a Lei da Ação e Reação. Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.
Portanto, em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim e tão somente um meio.
COMENTÁRIOS:
Para quem não entendeu a fantasia da coisa, vou tentar falar bem claro.
Existem médiuns que infelizmente se assoberbam com o simples fato de incorporarem determinadas entidades e não se sentem iguais aos outros médiuns do corpo mediúnico, acabam por perder o respeito à entidade dos outros e começam a julgarem-se os sábios, e desconfiam da incorporação dos outros, acreditando que só e somente eles é que têm a melhor incorporação e a do melhor Guia! Quanta modéstia não?
Acreditam que a Entidade lhes pertence exclusivamente e que o poder desta entidade lhes pertence.
Batem no peito e se gabam: – Ninguém mexe comigo, pois, eu tenho o Exú “fulano de tal” e arrebento a vida de qualquer um!
Não se contenta com um Guia que não possua um nome famoso e logo que adentra para desenvolver-se, não quer nem esperar a hora de seu guia instruir-lhe seu verdadeiro nome!
É o tal fulano (que por vaidade), entra em uma gira mediúnica e mesmo ainda não estando preparado, já quer estar graduado a incorporar e dar consultas (pois se sente inferior aos que já o fazem), quando começa a desenvolver-se já quer logo ir recebendo o Caboclo “Pode-Tudo” e o Exú “Quebra-Tudo” (nomes somente coloquiais, por favor…);
Então este mesmo fulano assoberbado, apressado, começa a dar consultas (é claro que a entidade tenta mudar-lhe o caráter), começa então, a Lei da Ação e Reação, o médium mete os pés pelas mãos e começa a prometer feitos para os consulentes em nome das Entidades e em sua cega prepotência não percebe que a Entidade não promete o que não é de merecimento do consulente pelo Alto.
Entra de cabeça em uma maré de enrolações, que dificilmente sairá e depois na maior cara-de-pau, quando os consulentes voltam para cobrar-lhe as promessas não cumpridas do médium, este ainda joga toda a culpa na Entidade e revolta-se (a maioria não chega nem a cogitar a própria falta de caráter!) e é claro, este médium acaba por abandonar o Terreiro, e começa então uma maratona, indo trabalhar de Terreiro em Terreiro até que se cansa de sua própria vaidade, e acaba abandonando a religião (vejam como a Umbanda é generosa! Ela recebe todos, deixando que esgotem seus emocionais e quando já esgotados a abandonam). Na verdade, o médium a estas alturas já aprendeu alguma lição e se este ainda buscar outra Fé, será direcionado pelo Divino Pai, a uma religião onde qualquer contato com a mediunidade seja proibido.
Com a consciência um pouco mais desperta de seus erros, ele entrará em uma busca desesperada pela absolvição dos seus erros, preferindo acreditar-se possuído pelo demônio, quando o maior demônio era o que habitava seu coração, e não fora de si, como muitos preferem acreditar.
Muitos médiuns que enveredaram pelo caminho da Luxúria, Vaidade, Sexo, matança desenfreada de animais, hoje, lotam milhares de Igrejas Evangélicas em todo o país em uma busca desenfreada pelo perdão de suas magias – negras e cumplicidade com Entidades do Baixo – Astral.
Amedrontados, pedem perdão ao Senhor Jesus e transferem vossas culpas à nossa amada Umbanda, que muitas vezes fora usada como palco de Magias Negras e rituais do mais baixo escalão!
Culpam a nossa Umbanda em público, fingindo-se incorporados de demônios! Estão incorporados é de suas consciências pesadíssimas que buscam desesperadamente livrarem-se de todo peso, de anos e anos a usar e alimentar espíritos ignorantes a seu bel – prazer!
Culpam a Umbanda e os demônios pela falta de caráter que possuem!
É com grande alívio que vejo estas Igrejas recolherem centenas dessa gente em seus Templos, assim quem sabe sem nada para se envaidecerem consigam finalmente enxergarem a luz, desde que não caiam novamente no mesmo erro meu Deus é melhor que o seu.
Desculpem-me se deixei alongar demais, temos que concluir nosso tema principal, mas acredito que ficou bem claro, onde pode acabar quem se deixa iludir por mitos (fantasias).
Nunca entrem em uma corrente mediúnica, por que te disseram que você tem guias maravilhosos, lindos, etc., todos os guias são maravilhosos mesmo, mas não é este o objetivo de se desenvolver a mediunidade, o principal objetivo tem de ser o de prestar a caridade, através do amor a todos os guias igualmente, a humildade de querer aprender e ajudar!
Não entrem por vaidade! E se estão por ela, tratem logo de deixá-la de lado e começar a despertar o verdadeiro sentido de estarem em uma corrente mediúnica. Tenham amor por todos dentro de um Templo, respeitem por amor e não por temor!
PRECONCEITOS
Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.
VAMOS À ALGUMAS COLOCAÇÕES QUE PULULAM NO MEIO RELIGIOSO:
A mediunidade é uma provação
A mediunidade é uma punição cármica
A mediunidade escraviza os médiuns
A mediunidade limita o ser
COMECEMOS POR DESMENTIR ESTAS COLOCAÇÕES NEGATIVAS:
1º mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;
2º não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;
3º não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;
4º não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.
Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, é um dom, tende ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!




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