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quarta-feira, 24 de julho de 2013

SE ESTÁS PRETENDENDO ENTRAR NA CIÊNCIA DA JUREMA TENHA ISSO EM CONSIDERAÇÃO

1- Seja discípulo(a), um(a) aprendiz o maior tempo possível. Isto aumentará suas certezas e diminuirão riscos e erros.

2- Não escolha a casa pela aparência ou pelo status que ela tenha ou pode lhe dar. Às vezes, a embalagem impressiona, mas o conteúdo é frustrante.

3- Não queira se juremar porque acha bonito, porque seus amigos fizeram ou porque você acha que sua vida vai melhorar. Faça porque seu coração e sua consciência mandaram, e principalmente porque seu mestre guia pede, pois ele sabe quando você esta pronto.

4- Não apresse o tempo, tudo tem sua hora e o momento certo pra acontecer, não cai uma folha de uma arvore se tiver chegado o momento.

5- Respeite a hierarquia. A Jurema chegou até aqui graças a ela, é onde se prima pelo respeito aos mais velhos pois respeitamos sua sabedoria.

6- Respeite, honre e seja fiel ao seu Guia, seu mentor, pois ele que lhe dará o caminho certo.

7- Não fale mal de pessoas e nem de outras casas. Nada e nem ninguém é perfeito, inclusive você.

8- Seja sempre humilde e educado e trate a todos da mesma forma que gostaria de ser tratado. Brincadeiras são ótimo quando estamos na hora de recreação, mas deve saber com quem e como brincar. Muitas vezes o que para você é normal para seu irmão não é.

9- A Jurema como toda religião que exige presença, dedicação e sacrifícios. Se você não pode dar os três ao mesmo tempo, não entre para a religião.

10- Cuide e zele por seu (sua) Juremeiro (a), ele já passou por todos os caminhos que você esta iniciando, então escute seus conselhos e orientações, cuide e zele pelo patrimônio do seu axé como se fosse a sua casa.

sábado, 13 de julho de 2013

Ori / Bori/ Odù / Ancestrais
Ajalá é orixá muito antigo. Olorum deu a Ajalá a tarefa de modelar o ori ( a cabeça) das pessoas. Todos os dias, Ajalá faz muitas cabeças que depois de prontas, são colocadas ao sol.
Quando uma pessoas esta para nascer, ela antes vai até Ajalá para escolher uma cabeça.

O material usado para modelar cada cabeça dá, á pessoa que a escolher, seu destino e seus ewós ( proibições). Ori, portanto, e a parte pessoal da existência de cada um. Ao escolher uma cabeça, a pessoa esta também escolhendo o seu odu. O odu é semelhante ao signo astrológico e rege a vida da pessoa durante sua permanência no aiyê. Só Ajalá e Orumilá conhecem o odu de cada um. Por isso, o odu só pode ser desvendado através do jogo.

A cabeça nasce antes do corpo, sendo mais velha que a pessoa e até mesmo que o orixá que a tomou no momento em que ela nasceu. Por isso, antes de mais nada as pessoas devem adorar seu ori, cuidar dele. Cada pessoa tem o seu ori, não existindo dois iguais. Mas mesmo sendo único, o ori trás com ele a marca da ancestralidade.

O local de onde Ajalá tira a massa para modelar Ori é chamado ipori e aí se encontra a herança de cada um, especialmente do pai da mãe. Assim, tendo Ori em si um componente de ancestralidade, as pessoas devem, antes de tudo, venerar seus antepassados.

O alimento preferido da cabeça é o obi ( noz de cola ). O obi pode ser oferecido á cabeça sozinho ou acompanhado de outros alimentos. A obrigação na qual se “dá comida á cabeça” é o Bori.

Bori significa “festejo a cabeça, assim como outras obrigações são festejos aos Orixás ou aos ancestrais. Mesmo uma pessoa não iniciada pode dar um bori, desde que o jogo assim o recomende. Assim como qualquer outra obrigação, o bori deve ser precedido por um jogo, que indicará não só sua conveniência, como também tudo que deverá conter a obrigação, inclusive a descriminação dos alimentos a serem oferecidos.

A cabeça está no nascente e os pés no poente,. Por isso, durante o bori os ancestrais da pessoa são invocados, batendo no pé direito para chamar o pai e no pé esquerdo para chamar a mãe. O simbolismo dos pés, em contraposição ao simbolismo da çabeça, é importante. Os pés estão em contato direto com a terra.

Assim como a cabeça recebe o Orixá, o pé a parte do corpo que permite a comunicação com os ancestrais. É na terra que os mortos são enterrados e é da terra que saem os eguns – espíritos dos mortos, que são os ancestrais cultuados nos terreiros de Kêtu.

O bori é uma obrigação que visa fortalecer a cabeça para que ela esteja preparada para sustentar a pesoa, seja na vida particular, seja na vida religiosa. Por isso, quando uma pessoa está atravessando uma fase difícil, usa-se recomendar um bori. Na vida religiosa, o bori tem também uma função determinante: é uma participação , uma forma de pedir licença a Ori para fazer qualquer coisa na cabeça da pessoa.

Outro aspecto importante é que o Orixá não pode atuar de forma positiva sobre a cabeça de um filho se essa pessoa estiver com a cabeça “fraca”. Como o agricultor prepara a terra onde a semente deverá germinar, também a Yalorixá ou Babalorixá, prepara Ori para receber os axés que serão dados pelos seus filhos.

  • Hierarquia Sacerdotal

    Degraus da Iniciação

    A estrutura social do candomblé lembra as famílias antigas, matriarcais ou patriarcais. Existe toda uma escala de valores relativamente às tarefas desempenhadas na comunidade, sendo que os indivíduos (membros) poderão ou não galgar posições de maior responsabilidade, baseando-se em fatores diversos, notadamente a antiguidade.

    A escala linear estratifica-se da seguinte forma:

    • ABIYAN = aspirante, aquele que embora frequente a casa, ainda não recebeu os sacramentos da iniciação.

    • IYAWO = termo utilizados relativamente aos iniciados passíveis de ocorrer o fenômeno chamado transe. Primeiro degrau da hierarquia religiosa, esse estágio estende-se por no mínimo sete anos, apresentando graduações: Odu Ora- iyawo que realizou obrigação de 1 ano; O s u Met a - iyawo que realizou obrigação de três anos. Algumas casas também demarcam a obrigação de 5 anos -Odu Keta.

    • EGBON = iniciado que completou a obrigação de sete anos. Essa obrigação representa a maioridade dentro da hierarquia religiosa.

    • OLOYE = aquele que possui Oye (cargo); iniciado com mais de sete anos (Egbon) que recebeu funções de comando ou responsabilidade (Oye) dentro da própria Casa ou Família de A s e. Tais funções são equivalentes aos antigos cargos tribais. Obs: o termo aplica-se também a Ogã e Ekedi, sendo que nesse, caso, muitas vezes o Oye é atribuído já na iniciação.

    • OGÃ / EKEDI = cargos civis dentro da hierarquia. A particularidade é que são homens (ogã) e mulheres (ekedi) não passíveis de transe. São Oloye, sendo comum receberem suas responsabilidades específicas (Oye) já no momento da iniciação.

    • BÁBÀLORISA ou IYÁLORISA = necessariamente são os iniciados com obrigações de sete anos já completas (Egbon) que dispõem de condições materiais e espirituais (além de profundo conhecimento ritual) para fundar uma nova Casa e iniciar outras pessoas.

    Alguns Oye relativos a Egbon:

    • Bábàlorisa ou Iyálorisa = sacerdote ou sacerdotisa. É a autoridade máxima dentro da hierarquia, aquele ou aquela que é responsável pela vida religiosa de toda a comunidade. Procede iniciações, sejam de iyawo, ogã ou ekedi; atribui Oye; oficializa todas as obrigações posteriores à iniciação e realiza os ritos funerários quando ocorre o falecimento de qualquer iniciado, especialmente aqueles descendentes da sua própria Família ou iniciados por suas próprias mãos.

    • Iyámoro = sacerdotisa responsável pelas cerimônias rituais do Ipadè (invocação aos ancestrais).

    • Iyágbàíngena = auxiliar direta da Iyámoro.

    • Iyáojugbonan = sacerdotisa responsável pela criação dos iyawo no Quarto de Òrìsà.

    • Bábàlas e ou Iyálas = sacerdote auxiliar direto do Bábàlorisa ou Iyálorisa. Responsável pelo Ase.

    • Bábàkekere ou Iyákekere = sacerdote auxiliar direto do bábàlorisa ou Iyálorisa. Pai pequeno ou Mãe pequena.

    • Iyádagán = responsável pelos preceitos do Òrìsà Esù.

    Oye relativos a Ogã

    • Asogun = aquele que realiza os sacrifícios rituais.

    • Olosogun = auxiliar do Asogun.

    • Alagbé = aquele que toca os atabaques (tambores).

    • Ilémosò = guardião, realiza ritos específicos dentro do culto do Òrìsà Ogyian.

    Oye relativos a Ekedi

    Iyáomoniye = cuida das tarefas referentes aos iniciados dentro e fora do quarto de Òrìsà.
    Iyáoloye = semelhante a Iyáomoniye. Possui também atribuições específicas relativas aos Oloye.
    Iyásingè = responsável pela cozinha ritual.

domingo, 7 de julho de 2013


ODUS

Olorun, o Onipotente, Deus no dialeto africano, criou os quatros elementos: a terra, a água, o fogo e o ar. Destes foram gerados os elementais, que geraram todas as coisas vivas sobre o planeta. Foram atribuídos a cada um destes elementos quatro Odus, ou seja, quatro signos interligados dos destinos:

Terra
Odus:
Irosun, Egi Laxeborá, Iká Ori e Obará.
Representam o caminho da tranqüilidade e da riqueza.

Água
Odus:
Egi Okô, Ossá, Egi Ologbon e Oxé.
Representam o caminho da dúvida ao triunfo.

Ar
Odus:
Onilé, Ofun, Obé Ogundá e Aláfia.
Representam o caminho da indecisão até a paz.

Fogo
Odus:
Okaran, Odi, Owanrin e Eta Ogundá.
Representam o caminho da insubordinação até a guerra.
Diz-se que, nos primórdios dos tempos, não existia separação entre o céu e a terra (orum-aiyé) e que havia uma convivência íntima entre os orixás e os seres humanos; todos podiam ir ao órum e voltar quando desejassem. Porém um certo dia, o homem desonrou seu compromisso com ólorum, pecou contra o supremo ao tocar o que não podia ser tocado ou comer o que não podia ser comido. E assim,o mesmo dividiu o céu e a terra. O privilégio da livre comunicação desapareceu em troca das diferentes formas oraculares estabelecidas e legadas por orunmiláOdús (signos de ifã), são presságios, destinos, predestinação. Os odús são inteligências siderais que participaram da criação do universo; cada pessoa traz um odú de origem e cada orixá é governado por um ou mais odús. Cada odú possui um nome e características próprias e dividem-se em "caminhos" denominados "ese" onde está atado a um sem-número de mitos conhecidos como itàn ifá.

Odus são os signos de Ifá, o resultado do jogo. Segundo as lendas do candomblé africano, os Odus representam os destinos criados por Olorum, com todas as características da vida cotidiana e baseados no comportamento e temperamento humano. Então os Odus, seriam os signos do destino que regem cada orixá, que por sua vez, regem cada homem sobre a terra.

Os odús são os principais responsáveis pelos destinos dos homens e do mundo que os cerca.
Os orixás não mudam o destino da vida e sim executam suas funções dentro da natureza liberando energia para que todos possam dela se alimentar.

O odú é o caminho, a existência do destino o qual o orixá e todos os seres estão inserido.
Alguém já escutou a seguinte frase ?
-com o destino não se brinca...
-sua vida esta escrita...
- seu destino já estava escrito...
E muitas outras frases populares que refere-se a odú. Cada pessoa pode ir de encontro ou seguir um caminho alheio ao destino estabelecido, isso nós dizemos que a mesma está com o odú negativo, ou seja: seu destino sua conduta foge as regras siderais, ou seja, seguiu um caminho negativo dentro do estabelecido.

Nós quando nascemos, somos regidos por um odú de ori (cabeça) que representa nosso "eu" assim como odú de destino, espiritualidade...
Mitos e ritos I Ao longo dos anos alguns mitos foram criados, nessa oportunidade tentaremos aqui auxiliar para que tais equívocos sejam esclarecidos:
1-Deve dar azeite de oliva para Obatala?
Obatala come comidas temperadas com banha de ori,entre algumas coisas; não se usa azeite de oliva conhecido como azeite doce para nenhum orisa.

2-Sango tem medo de Egungun?
Sango convive em perfeita harmonia com Egungun.Ele se afasta do filho quando egun toma em seu lado negativo o corpo e caminhos do filho de Sangô.

3-Existe vários orisas que não aceitam dendê?
Somente Obatala não aceita dendê.

4-Obatala não aceita bebidas de álcool.
Obatala não deve consumir vinho de palma.

5-Se deve colocar obé em vários Orisas?
Somente Ogun é o dono do obé,que serve para os outros orisas.

6-Vai quartinha com água em todos Orisas?
Em poucos orisas vai quartinha com água, os principais é Osun,Yemonja e Obatala.

7-Ogun pode ser arrumado em vasilha de barro?
Jamais, Ogun pode ser arrumado em vasilha de barro, somente em vasilha de ferro,Ogun pode ser assentado.

8-Olooogun Ede pode ser arrumado em vasilha de louça?
Olooogun deve ser arrumado em vasilha de barro.

9-Os búzios das vasilhas dos orisas devem ser abertos?
Os búzios abertos servem somente para jogo, os búzios das vasilhas sempre devem ser fechados.

10-Osun não aceita pombo?
Os únicos impedimentos de Osun seriam os igbin e a banha de Ori.
11-Esu pode ser assentado com pedra de rio?
Jamais Esu deve ser assentado com pedra de rio.

12- Sango deve ser assentado com pedra de rio?
Sango somente pode ser assentado em edun ara.

13-Agamju é assentado em edun ara?
Não, somente dois orisas levam em seu assentamento edun ara e não é Aganju.

14-Iya mi só deve ser cultuada por mulheres?
O culto a Iya mi está ligado a fecundidade, então não poderia haver fecundidade sem a presença de ambos os sexos.

15-O culto de Egungun é somente praticado por homens.
Toda mulher tem antepassados masculinos que devem ser homenageados.

16-Iya petebi é um cargo que todas as mulheres de Osun podem ocupar.
Iya petebi é uma função da mulher do Babalawo ,independente do orisa que ela cultue.
17-Existe qualidade de orisa?
Não existe qualidades de orisa,o que existe são nomes diferentes, em lugares diferentes dados ao mesmo orisa.

18-Sango não aceita obi?
Sango prefere orogbo.

19-O orogbo deve ser aberto com faca e descascado para oferecer ao orisa?
O orogbo não deve ser aberto com faca e não deve ser descascado para oferecer ao orisa.

20-O sacerdote não deve iniciar seus filhos carnais?
O sacerdote não só pode como deve iniciar seus filhos carnais existe um odu de Ifa que fala sobre a iniciação dos próprios filhos.

  • O USO DE ROUPAS BRANCAS NAS SEXTAS FE

    IRAS É UMA TRADIÇÃO DA DIÁSPORA, CONVENCIONADO EM FUNÇÃO DO SINCRETISMO CRISTÃO.
    NÃO TEM ABSOLUTAMENTE NENHUM FUNDAMENTO COM A RELIGIÃO TRADICIONAL DOS ORISAS, QUE SEGUE O CALENDÁRIO YORUBÁ.
    DEVIDO Á SEXTA FEIRA SER UM DIA "NEUTRO", ACREDITA-SE QUE POR QUESTÕES DE SALVAGUARDAREM-SE, OS ANTIGOS INSTITUÍRAM USAR BRANCO E MANTER, EM ALGUMAS SITUAÇÕES , JEJUM COMPLETO.
    QUERO SALIENTAR QUE OS EWÓS DE UM ELEGUN NÃO SÃO OS EWÓS DE SEU ELEDÁ, OU ORISA DE CABEÇA COMO SE FALA, OU ORISÁ PAI, MAS SIM OS EWÓS DE SEU ODU DE NASCIMENTO.
    ESSA TRADIÇÃO DE USAR-SE BRANCO NAS SEXTAS FEIRAS, É , EM MUITAS CASAS, DETERMINADA DE MANEIRA GERAL, SEJA O ELEGUN "FILHO" OU NÃO DE OBATALÁ.
    SE PARA OS ELEGUNS DE OBATALÁ NÃO EXISTE ESSA DETERMINAÇÃO, MUITO MENOS PARA QUEM NÃO É.
    RESUMINDO, ESSE É MAIS UM TABU QUE IMPERA EM NOSSO PAÍS E EM NOSSA RELIGIÃO, E QUE PRECISA SER DESMISTIFICADO..
    SEGUE ABAIXO UM TEXTO EXPLICATIVO, TRANSCRITO DO LIVRO "ADVENTURES OF OBATALÁ", DO ARABA ELEBUIBON:

    ..."Foi Obatalá que introduziu os dias da semana (OJO OSE) para os devotos dentre vários orixás. O dia de semana é importante. É um dia especial onde os devotos guardam o descanso. Eles limpam o templo, fazem rezas, e depois fazem oferendas para os orixás. Songo, Ogun, Oyá, Osun, Ifá e todos os outros têm seu dia da semana. Eles também têm dias especiais separados dedicados a eles. Alguns compartilham o mesmo dia juntos. Seguindo o dia da semana de Orishaala (Ose Orisa), está o dia de Ifá. Osun divide esse dia com Orunmilá. O terceiro dia é de Ogun (Ose Ogun) e o quarto dia é Jakuta, o dia da semana de Songo. Mas no princípio, os dias da semana não tinham nomes. Foi Orunmilá que dirigiu-se até Olodumare para obter os nomes dos dias e trazê-los para a terra. É por isso que é dito:
    É Ifá que é o dono do hoje
    É Ifá que é o dono de amanhã
    Ifá é o dono de todos os quatro dias criados para os orisas neste planeta. Em um parágrafo do Oriki de Obatalá, uma das filhas de Obatalá perguntou a ele, “Como podemos saber os nomes dos dias?”, Orishaala disse:
    Pegue um dia da semana para Oosala
    Pegue outro dia para Ogun
    Separe outro para Jakuta, Songo
    O que sobrar é para Awo, Orunmilá.
    Foi Orunmilá que trouxe os nomes dos dias para a terra, enquanto Obatalá estabelecia os dias da semana.
    OJO AJE (SEGUNDA-FEIRA) É O DIA EM QUE AJE (DINHEIRO), JUNTA-SE A TODOS OS ORIXÁS NA TERRA, E É CONHECIDO COMO O DIA DO DINHEIRO. PORTANTO, É O DIA EM QUE NEGÓCIOS DEVEM SER COMEÇADOS, OU OUTROS ASSUNTOS QUE ENVOLVEM DINHEIRO DEVEM SER EMPREENDIDOS. Ojo Isegun (terça-feira) é o dia da vitória. Este é o dia em que todos os poderes maléficos foram derrotados. É um bom dia para começar tudo que leva ao bem, e o melhoramento da vida. Ojo Riru (quarta-feira) é o dia em que os problemas entraram no mundo. É um dia de confusão. Ojobo (quinta-feira) é o dia em que os nomes dos dias da semana chegaram. É um dia calmo. Acredita-se que é o dia em que os ancestrais visitam seus parentes. Por esse motivo é que todos os festivais começam em Ojobo. Ojobo Eti (sexta-feira) é o dia do adiamento. Acredita-se que qualquer coisa que uma pessoa tenha para fazer nesse dia deve ser adiado, ou não dará certo. É por esse motivo que negócios ou viagens não devem ser iniciados nesse dia. Abameta (sábado) tem os mesmos atributos da sexta-feira. Ojo Aiku (domingo) é o dia em que Orunmilá prometeu vida longa (aiku) ao povo na terra. Foi dito a ele que fizesse um sacrifício, mas ele recusou-se.
    Orunmilá queria que todos os seus devotos tivessem vida longa e não morressem. Quando ele foi a Olodumare, o ser supremo, para pedir por vida longa, mas foi o mesmo Orunmilá que rebatizou esse dia como o dia do descanso (Ojo Isinmi).