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domingo, 25 de março de 2012

INTOLERANCIA RELIGIOSA É CRIME


É o que eu venho comentando, precisamos nos unir, esqueçam a disputa pelo o mais belo, esqueçam que cada casa é uma casa e vamos nos unir para que possamos derrotar os nossos verdadeiros inimigos que são pessoas sem informação nenhuma, a ignorância, o preconceito, pessoas que são levadas por dirigentes de outras religiões que não aceitam a nossa religião e a nossa diversidade, peço ao povo do Òrìsà que se unam e lutem pela nossa verdadeira causa que é defender a nossa Religião, as vezes penso que grito ao vento, gostaria de ver nossa luta ir e chegar até o congresso e ao senado, afinal, somos religiosos, temos nossa obrigação. Minha filha também foi agredida na escola pelo mesmo motivo porque sempre os ensinei que não devem negar a nossa Religião, e somos Candomblecista e que eles não devem mentir nunca a respeito disto, temos que nos unir!!! Jamais negar a nossa religião é o principio de tudo!
 

   



Exú Não É O Diabo

 

“… E o Anjo Lúcifer, de rara beleza, quis ser o filho de Deus na Terra. Mas Deus recusou. Lúcifer, então, revoltou-se contra o Todo Poderoso e foi banido dos Céus, com os seus fiéis e confinado ao Inferno, onde ficaria para todo o sempre…”

A Mitologia cristã, então, deu nome aos dois, ou seja, explicou a existência do Bem e do Mal, embora jamais admita que ambas as forças são de igual peso, pois assim admitiria que Lúcifer, o Anjo banido do Céu, teria o mesmo poder que o criador. Convenhamos que ficaria bastante difícil…

Assim, o homem criou a imagem do Diabo, Demónio, Satanás, Capeta, Cão, ou outro qualquer sinónimo ou adjectivo que queiram aplicar-lhe.

Teria então, o Diabo, a imagem repugnante de um homem de chifres, com asas de morcego, pés de bode, corpo avermelhado, dentes pontiagudos e dotado de uma maldade infinita.

A Igreja correlacionou, então, o Diabo cristão com o Exú dos Africanos, mostrando que nós, seguidores da cultura Africana, adoramos também o Capeta. E praticamente conseguiram perpetuar essa imagem e passá-la para a Umbanda, que tem, nas casas de Exú, imagens como aquelas que descrevi do Diabo.
Existem até aqueles que fazem uma relação de variações de Demónios cristãos como Asmodeus, Belzebu e Lúcifer, com Exús Africanos como Exú Tiriri, Exú Lalu, Exú Marabô, por exemplo. Mas isso não passa de um equívoco. Não chega a ser, nem de longe, sincretismo, muito menos uma equivalência.

A imagem do Diabo foi criada pelos cristãos. O mal assim ganhou forma, e hoje, a quase totalidade da humanidade acredita nesta figura temida, horrorosa e repugnante do Diabo.

Colocando de lado as questões de “Deus e Diabo”, temos que admitir que existe o equilíbrio de forças do Bem e do Mal dentro de cada um de nós. Desenvolvemos aquela que mais nos fascina, mas não culpemos o Diabo, nem mesmo a Deus, pois temos o livre-arbítrio para escolher a nossa conduta. Desenvolvemos as duas forças dentro de nós, nas mesmas proporções, se quisermos, pois podemos ser bons ao extremo, e maus, na mesmíssima proporção.

Tudo o que é bom, tem um lado mau. E vice-versa. O homem é que delineia isso, aliado às condições sociais, ou através do seu interior, que pode tender para qualquer lado ou em qualquer direcção.

Fica assim o Diabo, como representação “folclórica” de tudo aquilo que não presta, de tudo aquilo que é contrário aos dogmas da Igreja e tudo aquilo que é, decididamente, Mal. Fica o Diabo como símbolo de todos os crimes, destruições, situações adversas e maldades existentes no mundo, pois a preguiça do homem – que por sinal é obra do “Capeta” – não permite que ele veja os pólos opostos que, óbvia e logicamente, existem no Universo, incluindo o planeta em que vivemos.

Então, “o Diabo que os carregue”, pois prefiro ver as coisas de forma mais lógica e transparente. Prefiro olhar para a Natureza, admirá-la, estudá-la, para que possa, como muitos que pensam desta maneira, encontrar a harmonia plena e definitiva.

terça-feira, 20 de março de 2012

os diferentes rituais.

Hoje vamos tentar explicar um pouquinho os diferentes rituais.

COMECEMOS POR DEFINIR O QUE SEJA RITUAL:

Ritual, é uma forma particular de se cultuar o alto do Altíssimo e cada religião possui seu ritual próprio, que se distingue de todas as outras religiões e proporciona a seus fiéis uma individualização no momento em que se colocam em contato mental com a divindade maior que rege sua religião.
O ritual identificador de uma religião tem como função envolver, estimular e congraçar num mesmo nível vibratório mental e religioso todos os seus fiéis. É quando todos os seres reunidos num mesmo espaço desarmam seus emocionais, anulam suas intolerâncias, animosidades, receios, medos e angústias e possam vibrar num mesmo sentido a fé em DEUS.

• QUANDO OS UTILIZAR?

Como dissemos a pouco, temos os rituais que são utilizados no sentido de harmonização vibratória das pessoas reunidas em um mesmo espaço, e sob uma mesma Irradiação religiosa, com as mesmas práticas sub-rituais. As práticas sub-rituais são utilizadas em muitas ocasiões.

CITEMOS ALGUMAS:

Encontro de fiéis de uma mesma religião, quando recorrem a um modo particular de cumprimento e saudação.
Oferendas rituais, votivas, propiciatórias, divinatórias, consagratórias, etc., quando cada sub-ritual ainda que conserve em sua essência os fundamentos do ritual, no entanto tem seu modo e ritualística próprios para cada fim que se almeja alcançar.

Até que ponto resolve?

Esta é uma questão mais discutível. Se realizarmos uma prática ritual com um fim específico, no entanto, fatores imponderáveis podem alterar os resultados finais. Por exemplo:

Um fiel de uma religião vai inaugurar uma loja ou casa de comércio. Ele solicita ao seu sacerdote que se realize um ritual propiciatório ao êxito e prosperidade de seu novo local, onde irá ganhar o seu pão abençoado.

O sacerdote recorre a uma prática sub-ritual e consagra e abençoa o lugar em questão, tornando-o vibratóriamente positivo ao bom êxito e prosperidade.

1ª Ocorrência: o fiel em questão, movido pela sua fé religiosa e confiança no seu trabalho e na sua capacidade profissional, inaugura sua loja e prospera rapidamente.

2ª Ocorrência: o local foi tornado positivo, mas o fiel, a despeito de sua imensa fé, não é um bom profissional no trato dos seus clientes, ou na escolha das mercadorias a serem expostas, ou na obtenção do menor custo, etc., e não prospera.

CONCLUSÃO:

“Nos rituais propiciatórios, tanto o ritual quanto o santo invocado, pouco resolvem se o beneficiário não fizer por merecer!!”

COMENTÁRIOS:

Esperamos que com poucas linhas  ter conseguido explanar o objetivo dos rituais para que todos comecem a entender que embora haja diferenças entre eles, existe um mesmo objetivo, entrar em contato com sua Divindade, Orixá, Santo, Deus, e assim por diante, e o mais importante, começar a entender os diferentes rituais dentro da Umbanda e de outras religiões e pensar muito antes de começar a criticar.

Cada Templo tem seu ritual próprio, sua forma de cultuar e entrar em contato com o Divino!!



Cada indivíduo é único em sua forma, não é mesmo? Embora, às vezes, parecidos, nunca são iguais! Então, assim também são as religiões, às vezes parecidas, mas não iguais não em seus rituais, somente iguais no objetivo de fazer os indivíduos buscarem DEUS, e cada um encontra DEUS e afinidade onde se sente bem! Feliz! Seja ele cristão ou judeu! Cada um, em sua busca, acaba encontrando DEUS em uma religião, que lhe agrade, lhe convença (lhe desperte a fé), não é mesmo? Fé é um sentimento que não se explica! Confia-se e pronto! E nunca esquecermos que só recebemos o que nos é de merecimento! Temos que também fazer a nossa parte material, pois o espiritual esta ajudando! Certo?

MITOS E PRECONCEITOS




MITOS E PRECONCEITOS

Os mitos, sempre têm um pouco de verdade e um pouco de fantasia.

Senão, vejamos:

É comum dizer-se que quem desenvolve sua mediunidade torna-se mais capaz do que quem não a desenvolve.

Isto é uma verdade se quem se desenvolveu também compreendeu os compromissos que assumiu. Mas é pura fantasia se ele nada entendeu e logo começou a enfiar os pés pelas mãos, uma vez que, se ele adquiriu um poder relativo, no entanto, começa a se chocar com um poder absoluto que é a Lei da Ação e Reação. Assim, sua suposta superioridade logo o lança em um sensível abismo consciencial.

Portanto, em se tratando de mediunidade, todo cuidado é pouco e toda precaução não é o suficiente, se não estiver presente uma forte dose de humildade e compreensão de que um médium não é um fim em si mesmo, mas sim e tão somente um meio.

COMENTÁRIOS:

Para quem não entendeu a fantasia da coisa, vou tentar falar bem claro.

Existem médiuns que infelizmente se assoberbam com o simples fato de incorporarem determinadas entidades e não se sentem iguais aos outros médiuns do corpo mediúnico, acabam por perder o respeito à entidade dos outros e começam a julgarem-se os sábios, e desconfiam da incorporação dos outros, acreditando que só e somente eles é que têm a melhor incorporação e a do melhor Guia! Quanta modéstia não?

Acreditam que a Entidade lhes pertence exclusivamente e que o poder desta entidade lhes pertence.

Batem no peito e se gabam: – Ninguém mexe comigo, pois, eu tenho o Exú “fulano de tal” e arrebento a vida de qualquer um!

Não se contenta com um Guia que não possua um nome famoso e logo que adentra para desenvolver-se, não quer nem esperar a hora de seu guia instruir-lhe seu verdadeiro nome!

É o tal fulano (que por vaidade), entra em uma gira mediúnica e mesmo ainda não estando preparado, já quer estar graduado a incorporar e dar consultas (pois se sente inferior aos que já o fazem), quando começa a desenvolver-se já quer logo ir recebendo o Caboclo “Pode-Tudo” e o Exú “Quebra-Tudo” (nomes somente coloquiais, por favor…);

Então este mesmo fulano assoberbado, apressado, começa a dar consultas (é claro que a entidade tenta mudar-lhe o caráter), começa então, a Lei da Ação e Reação, o médium mete os pés pelas mãos e começa a prometer feitos para os consulentes em nome das Entidades e em sua cega prepotência não percebe que a Entidade não promete o que não é de merecimento do consulente pelo Alto.

Entra de cabeça em uma maré de enrolações, que dificilmente sairá e depois na maior cara-de-pau, quando os consulentes voltam para cobrar-lhe as promessas não cumpridas do médium, este ainda joga toda a culpa na Entidade e revolta-se (a maioria não chega nem a cogitar a própria falta de caráter!) e é claro, este médium acaba por abandonar o Terreiro, e começa então uma maratona, indo trabalhar de Terreiro em Terreiro até que se cansa de sua própria vaidade, e acaba abandonando a religião (vejam como a Umbanda é generosa! Ela recebe todos, deixando que esgotem seus emocionais e quando já esgotados a abandonam). Na verdade, o médium a estas alturas já aprendeu alguma lição e se este ainda buscar outra Fé, será direcionado pelo Divino Pai, a uma religião onde qualquer contato com a mediunidade seja proibido.

Com a consciência um pouco mais desperta de seus erros, ele entrará em uma busca desesperada pela absolvição dos seus erros, preferindo acreditar-se possuído pelo demônio, quando o maior demônio era o que habitava seu coração, e não fora de si, como muitos preferem acreditar.

Muitos médiuns que enveredaram pelo caminho da Luxúria, Vaidade, Sexo, matança desenfreada de animais, hoje, lotam milhares de Igrejas Evangélicas em todo o país em uma busca desenfreada pelo perdão de suas magias – negras e cumplicidade com Entidades do Baixo – Astral.

Amedrontados, pedem perdão ao Senhor Jesus e transferem vossas culpas à nossa amada Umbanda, que muitas vezes fora usada como palco de Magias Negras e rituais do mais baixo escalão!

Culpam a nossa Umbanda em público, fingindo-se incorporados de demônios! Estão incorporados é de suas consciências pesadíssimas que buscam desesperadamente livrarem-se de todo peso, de anos e anos a usar e alimentar espíritos ignorantes a seu bel – prazer!

Culpam a Umbanda e os demônios pela falta de caráter que possuem!
É com grande alívio que vejo estas Igrejas recolherem centenas dessa gente em seus Templos, assim quem sabe sem nada para se envaidecerem consigam finalmente enxergarem a luz, desde que não caiam novamente no mesmo erro meu Deus é melhor que o seu.

Desculpem-me se deixei alongar demais, temos que concluir nosso tema principal, mas acredito que ficou bem claro, onde pode acabar quem se deixa iludir por mitos (fantasias).

Nunca entrem em uma corrente mediúnica, por que te disseram que você tem guias maravilhosos, lindos, etc., todos os guias são maravilhosos mesmo, mas não é este o objetivo de se desenvolver a mediunidade, o principal objetivo tem de ser o de prestar a caridade, através do amor a todos os guias igualmente, a humildade de querer aprender e ajudar!

Não entrem por vaidade! E se estão por ela, tratem logo de deixá-la de lado e começar a despertar o verdadeiro sentido de estarem em uma corrente mediúnica. Tenham amor por todos dentro de um Templo, respeitem por amor e não por temor!

PRECONCEITOS

Muitos são os preconceitos quanto à educação mediúnica. Muitas pessoas temem certas inverdades divulgadas à solapa por desconhecedores de religiões espiritualistas.

VAMOS À ALGUMAS COLOCAÇÕES QUE PULULAM NO MEIO RELIGIOSO:

A mediunidade é uma provação
A mediunidade é uma punição cármica
A mediunidade escraviza os médiuns
A mediunidade limita o ser

COMECEMOS POR DESMENTIR ESTAS COLOCAÇÕES NEGATIVAS:

1º mediunidade não é uma provação, mas somente a exteriorização de um Dom que aflorou no ser, e que, se bem desenvolvida, irá acelerar sua evolução espiritual;

2º não é uma punição cármica, mas sim um ótimo recurso que a Lei nos facultou para nos harmonizarmos com nossas ligações ancestrais;

3º não escraviza o médium, apenas exige dele uma conduta em acordo com o que esperam os espíritos que através dele atuam no plano material para socorrer os encarnados necessitados tanto de amparo espiritual quanto de uma palavra de consolo, conforto ou esclarecimentos;

4º não limita o ser, pois é um sacerdócio. E, ou é entendida como tal, ou de nada adianta alguém ser médium e não assumir conscientemente sua mediunidade.

Para concluir, podemos dizer que a mediunidade, é um dom, tende ser praticada com fé, amor e caridade. Só assim nos mostramos dignos do Senhor de Todos os Dons: nosso Divino Criador!

O VERDADEIRO SENTIDO DA UMBANDA


O VERDADEIRO SENTIDO DA UMBANDA

A Umbanda, ao contrário do que muitos imaginam, não é só trabalhos magísticos ou despachos na “encruza”.

Como religião ela possui todo um fundo magístico, mas que se desdobra em recursos acessíveis a todos que dela se aproximam.

Muitos buscam na Umbanda a cura para seus espíritos enfraquecidos nas lides diárias e muitos encontram nela uma via natural onde se religam espiritualmente com seus afins no plano astral. Este religamento acelera a evolução espiritual de tal forma, que após alguns anos, o umbandista possui uma noção muito ampla do que seja o outro lado da vida.

E, porque na Umbanda direita e esquerda se manifestam dentro de um equilíbrio rígido pelo alto, mais fácil é a compreensão dos umbandistas sobre as ações e reações, causas e efeitos e sobre o carma individual.

Umbanda é religião, é conhecimento, é magia e espiritualização, animados pela fé interior de cada um que resulta no que chamamos de “religião umbandista”, onde o socorro espiritual convive com o despertar da consciência para as verdades maiores.

Por isso, temos assentado que o verdadeiro sentido da Umbanda é acelerar a evolução espiritual e o aperfeiçoamento consciencial e religioso dos seus praticantes.

SENÃO VEJAMOS:

A Umbanda não recusa fiéis de outras religiões entre os consulentes que frequentam assiduamente suas tendas de trabalho.

A Umbanda não obriga ninguém a renegar sua religião para poder participar de suas giras.

Todas as outras Religiões estão representadas dentro do Ritual de Umbanda Sagrada, onde linhas de ação e trabalhos cristãs, hinduístas, islâmicas, persas, egípcias, atuam ocultadas por nomes simbólicas ainda não interpretadas corretamente, ou sequer apercebidas mesmo pelos médiuns que incorporam espíritos ligados a elas.

Com isso, queremos dizer que a Umbanda Sagrada é o congraçamento de todos os espíritos e a reunião do que há de melhor em todas as religiões ainda ativas ou já adormecidas na mente dos espíritos encarnados, que somos nós. Umbanda é fé, é caridade, é conhecimento, é ecumenismo religioso. Sob o teto de um templo de Umbanda manifesta-se o caboclo índio, o preto – velho, o mestre hindu, o sábio chinês, o descontraído exú e a exuberante pomba – gira.


Aí esta sintetizado o verdadeiro sentido da Umbanda; união de todas as correntes astrais e de todas as linhas de pensamento que têm norteado a humanidade e a harmonização do ser com todas as religiões